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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

É preciso um Sindicalismo de Classe e não um sindicalismo de compromisso com os interesses do patrão

Os Professores Unidos têm vindo a desenvolver a sua luta em defesa de um verdadeiro Sindicalismo de Classe, apenas comprometido com os trabalhadores e não com o capital.
No movimento sindical docente a relação de forças nem sempre tem permitido que as nossas teses e a visão que temos da intervenção e da luta sindical tenham vencimento.
O SPGL é, desde há vários anos, um dos exemplos de um sindicalismo reformista que não serve os interesses dos professores nem da escola pública.
A revelação, que hoje surgiu na imprensa e logo foi aproveitada pelos mais empedernidos campeões da luta anti-sindical, de que o João Paulo Videira se transferiu do sindicalismo reformista do SPGL para o ministério da educação é matéria que os Professores Unidos conhecem há já algum tempo.
A questão que se coloca, para nós, é mantermos a firmeza da nossa luta, dispostos a contribuir para a vitória do Lema sob o qual apresentámos a nossa lista às últimas eleições para o SPGL - Eleger uma direcção de confiança - o que, com gente como JPV é manifestamente impossível de acontecer, sobretudo quando é o próprio a declarar que defende os mesmos princípios no sindicato e no ME.
Como se tal fosse possível com um governo que está completamente vendido aos interesses do capital financeiro e da globalização capitalista.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Desmascarando mais uma mentira

A ministra Isabel Alçada e a sua equipa têm-se desdobrado em afirmações de que «nenhum professor será prejudicado» e que todos os professores poderão aceder ao topo da carreira, desde que sejam avaliados com menção de Bom.

Trata-se de uma enorme mentira, como fica claramente provado pelo texto proposto pelo ministério, já que basta ler o ponto 40, onde está escrito:


Como é fácil constatar, para aceder ao índice 370 (novo topo da carreira) qualquer professor terá que ter pelo menos uma avaliação com a menção de Muito Bom ou Excelente. Logo, a ministra mente quando diz que basta ter Bom.

Para além de ser no mínimo ridículo que um professor com mais de 30 anos de serviço seja obrigado a requerer a observação de aulas para poder ter uma notação que lhe permita aceder ao topo, quando nem sequer tem a garantia de que as quotas a fixar para essas menções lhe permitam atingi-las.

Na prática, e com as quotas aplicadas no modelo de ADD agora morto e enterrado, apenas uma percentagem ínfima de professores acederá ao índice 370.