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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Eleições no SPGL - 31 de Maio

TEMPO DE LUTAR, TEMPO DE MUDAR

UM SINDICATO PRESENTE NAS ESCOLAS

PROFESSORES UNIDOS EM DEFESA DA ESCOLA PÚBLICA

Os Professores Unidos, que se apresentam às eleições de dia 31 de Maio sob este lema, propõem que esta candidatura se afirme com o contributo de todos aqueles que consideram necessário e fundamental um SPGL mais forte, prestigiado e ativo nas escolas. Para isso apelam à participação e subscrição desta lista, que surge como um projecto unitário e de classe que pretende:

  • um SPGL mais activo, forte e presente nas escolas, com a eleição de novos e mais delegados sindicais, valorizando a sua atividade e reanimando os núcleos sindicais;
  • o reforço da sindicalização e o combate à crescente dessindicalização, com particular atenção aos jovens professores, reafirmando que só a força organizada dos professores é o meio para desenvolver a luta em defesa dos seus direitos;
  • uma Escola Pública de Qualidade, Gratuita e Para Todos, que promova a equidade e garanta igualdade de oportunidades para todos os cidadãos, de acordo com os princípios consignados na Constituição da República Portuguesa e na actual Lei de Bases do Sistema Educativo;
  • o combate e a denúncia da crescente degradação das condições de trabalho com que os professores estão confrontados nas escolas, em consequência das políticas e decisões dos sucessivos governos;
  • acompanhar e apoiar ativamente os professores em início de carreira, em situação de precariedade ou de desemprego e os aposentados;
  • a efectiva participação dos sócios na vida e decisões do SPGL, nomeadamente revalorizando a Assembleia Geral de Sócios, sempre que possível de modo descentralizado, e as Assembleias de Delegados Sindicais;
  • um SPGL que contribua para o reforço da afirmação e do prestigio da FENPROF participando de forma ativa, empenhada e cooperante na definição da política sindical e educativa e nas acções a desenvolver por esta;
  • uma participação empenhada e activa na definição da política sindical e nas lutas do movimento sindical unitário, numa lógica de unidade na acção e de respeito pela identidade de cada sindicato.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Confraternização e Luta!

























Sexta-feira, dia 30 de Janeiro ao final do dia, apesar das ameaças de intempérie, algumas dezenas de professores juntaram-se na Voz do Operário para um jantar de confraternização. Os colegas trocaram informações, ideias, documentos e claro, boa disposição.


Educadores de Infância, Professores do Básico e Secundário e do Ensino Superior, vindos de Lisboa, Oeste, Setúbal e Santarém encontraram-se novamente e reafirmaram as suas posições contra este Governo/ME.

O grande objectivo deste jantar foi mostrar que o momento é de união entre os professores, de modo a reforçar a luta, esta grande luta que se trava de escola em escola pela não entrega dos objectivos individuais, pela suspensão deste modelo de avaliação, pela revisão positiva do ECD. O que precisamos ainda? Eleger na área da Grande Lisboa uma direcção que dê confiança aos professores, que esteja com os colegas em todas as escolas, informando, mobilizando e lutando ao nosso lado.

Este é o nosso objectivo, juntar forças e defender os docentes e a Escola Pública!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

terça-feira, 18 de novembro de 2008

UM PROJECTO SINDICAL NECESSÁRIO

Intervenção de Manuel Gusmão no lançamento deste projecto sindical em 22 de Outubro.

Uma política anti-democrática na educação e no ensino

Se quiséssemos caracterizar, de forma concentrada, as orientações fundamentais da política de Educação e Ensino do actual governo talvez pudéssemos apontar os traços seguintes:

  • É uma política avulsa, mas multiforme e insistente, de ataque à Escola Pública, ao arrepio do modelo constitucional, afrontando princípios ou violando-os por omissão; desresponsabilizando o Estado das suas funções sociais e culturais constitucionalmente consagradas e corroendo assim o próprio caracter democrático do Estado.
  • Uma política que, ao serviço dos grandes interesse económicos, acentua o papel do sistema de ensino na reprodução social e ideológica, e aposta na privatização indirecta de sectores da educação e ensino; uma política que provoca, no sistema educativo e fora dele, a manutenção dos mecanismos de elitização do conhecimento, atribuindo às classes trabalhadoras apenas a capacidade de adquirir competências profissionais, ao serviço das necessidades flutuantes do mercado de trabalho.
  • Uma política que, ignorando o direito à ducação de milhares e milhares de crianças e de jovens, se revela um sector da propaganda governamental e promove não o efectivo acesso e sucesso educativos, mas a sua manipulação estatística.
  • Esta é, simultaneamente, uma política autoritária e arrogante de desvalorização da função social docente.

De facto, os professores têm sido confrontados como uma política de ataques aos seus direitos laborais e de desrespeito das suas organizações sindicais, uma política que lesa a sua liberdade no exercício da sua função educativa. Uma política que tenta isolar cada professor, comprimir fortemente a sua autonomia profissional e intelectual, constrangendo as suas possibilidades de intervenção pedagógica e procurando limitá-lo ao papel de instrumento para a formatação de consciências, segundo os ditames da ideologia dominante.

Um elo evidente e as suas consequências necessárias

Há assim um elo evidente entre o caracter anti-demorático, anti-popular e anti-constitucional de uma política para a Educação e o ensino e o facto dessa mesma política se exercer contra os direitos, interesses e aspirações dos professores.

É a compreensão da existência desse elo que leva a que, na sua melhor tradição, o sindicalismo docente em geral e o SPGL em particular, sempre tenha conseguido articular a defesa dos direitos e interesses socio-profissionais dos professores, a luta contra políticas anti-democráticas dos Ministérios da Educção e a defesa de políticas que, simultaneamente, respondiam a direitos e apirações legítimas dos professores e correspondiam às necessidades do país.

Isto significa a compreensão da necessidade e a elevação da capacidade de aliar a actividade de reinvindicação económica e social de natureza profisional e a actividade de denúncia, protesto e proposta alternativa em matéria de política educativa. Significa que a luta sindical é indissociavelmente socio-profissional e política, sem ser partidária. Sem a sua dimensão política, a acção sindical reduzir-se-ia aos limites de uma defesa corporativa e, sobretudo, desarmaria os professores, isolando-os dos outros trabalhadores e impedindo-os de lutar pela consagração ou pela defesa duradouras dos seus direitos e conquistas. Entretanto, sem a luta pelos direitos e condições de trabalho, pelo emprego e por salários, a dimensão política da acção sindical tenderia a deslocar e a restringir o terreno de luta e a preterir a luta dos próprios professores em favor de um jogo de gabinete, em que os “nossos representantes” tenderiam a representar-se a si próprios, mais do que a representarem a nossa vontade.

A situação actual em que uma ministra cega, surda e muda, confunde arrogantemente imposição e negociação, demonstra, entretanto, à saciedade que a suposta alternativa entre um sindicalismo de luta e um sindicalismo de negociação é uma falsa alternativa manipuladora. A alternativa pode pôr-se sim entre um sindicalismo de reivindicação e luta, e de luta por uma efectiva negociação, e um sindicalismo que finge negociar, tal como finge que luta.

Os maiores acertos do sindicalismo docente e do SPGL verificaram-se sempre que se encontrou o justo e fundamental equilíbrio entre a necessária capacidade de iniciativa da direcção, em resposta ao seu dever de reforçar a organização da luta, e a dinâmica sustentada da vida sindical nas escolas.

Um projecto sindical para a revalorização social da profissão docente

O governo escolheu os professores e os sindicatos como os principais responsáveis pela profunda crise que se vive hoje na escola pública, escondendo desta forma os acentuados recuos no processo constitucional de democratização do ensino, que é a causa essencial dos problemas existentes.

No seguimento da campanha que desenvolveu junto da opinião pública com que procurou denegrir a imagem dos docentes, o governo impôs um novo Estatuto da Carreira Docente e um modelo de avaliação injustos, um horário de trabalho pedagogicamente desajustado e, muitas vezes, ilegal; agravou a precariedade dos vínculos laborais e introduziu mais instabilidade mesmo para os docentes que se encontram nos quadros.

Em resultado directo e indirecto desta política, milhares de professores são afastados ou escolhem abandonar o ensino, enquanto os que permanecem são amarrados numa teia de burocracia e procedimentos administrativos, de menorização e vigilância política; a frustração, o desencanto e o desgosto crescem.

Em face desta situação, tem a direcção actual do SPGL estado à altura? Tem sido o organizador da luta que se exigia, uma garantia da esperança e um apoio do brio profissional ou, burocratizada, tornou-se objectivamente um obstáculo à organização e mobilização para a luta?

O projecto unitário de intervenção sindical que aqui estamos a forjar tem como grandes objectivos: devolver o sindicato aos professores, levá-lo ao estilo e métodos de trabalho que caracterizam a sua melhor tradição, devolver aos professores o seu legítimo orgulho profissional, o seu imprescindível direito à esperança e as razões para confiarem em si mesmos e na sua organização sindical.

Reconhecendo que as comunidades educativas são efectivamente plurais, complexas e heterogéneas, há que insistir em que o papel dos educadores e professores não pode ser subvalorizado, sem risco de desastre. Nunca, em nenhum país do mundo, alguma reforma educativa democrática foi realizada sem eles, muito menos contra eles. A sistemática hostilização dos seus direitos e legítimos interesses é apenas o reflexo, na esfera da educação e do ensino, da ofensiva mais geral contra o direito ao trabalho e ao trabalho com direitos, ofensiva que é, realmente, uma depreciação do trabalho humano.