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quarta-feira, 6 de junho de 2012

SPGL - Finalmente, resultados oficiais

E ao quinto dia, como preceituam os estatutos, a comissão eleitoral conseguiu cumprir os prazos estabelecidos e pôde publicar os resultados do acto eleitoral realizado no dia 31 de Maio.

Uma primeira palavra para desejar felicidades à direcção agora reeleita e também que cumpra todas as promessas apresentadas aos sócios durante a campanha.
Uma segunda palavra para saudar os camaradas da Lista C "3R's", que pela primeira vez elegem um elemento para o Conselho Geral.

Não cabendo nesta nota fazer uma análise exaustiva dos resultados, convém dar relevo a alguns aspectos:

  • Estes resultados expressam a vontade dos 27% de eleitores que decidiram exercer o seu direito de voto;
  • Para além da diminuição do número de eleitores em relação às eleições de 2009, verifica-se agora uma quebra na percentagem dos sócios que quiseram expressar a sua escolha e que há três anos foram cerca de 37%;
  • A Lista B não conseguiu alcançar o seu objectivo principal, que era ganhar a direcção central e as direcções regionais. Dessa forma a direcção a que nos opomos continua em funções;
  • No entanto a Lista B conseguiu eleger dois elementos para o Conselho Fiscal, ganhando um lugar em relação ao anterior mandato;
  • Relativamente ao Conselho Geral mantivemos o mesmo número de mandatos, apesar de a Lista C ter conseguido eleger um candidato;
  • Embora tendo perdido a Direcção de Zona de Oeiras/Cascais, a Lista B manteve a Direcção de Zona de Santarém Oeste e em todas as zonas da Direcção Regional de Santarém melhorou as suas percentagens de votos, aproximando-se significativamente dos resultados aí obtidos pela Lista A;
  • Na Direcção Regional de Setúbal houve também uma aproximação percentual aos resultados obtidos pela lista da direcção, disputando todas as zonas até ao escrutínio final, excepto na Direcção de Zona  do Sul de Setúbal. Na Zona de Setúbal a Lista B perdeu apenas por um voto;

Em resumo, não podendo ficar satisfeitos com os resultados, que não traduziram todo o esforço colocado pelos candidatos que foram inexcedíveis na sua dedicação e empenho, os membros da Lista B saem deste combate fortalecidos e prontos a continuar a luta por um SPGL dos sócios e, com os sócios, presente nas escolas.

domingo, 3 de junho de 2012

Eleições no SPGL - da complexidade do processo à escassa participação dos sócios

Ainda não é possível proceder a uma análise de resultados, porque falta apurar mais de metade dos que foram expressos pelos sócios. No entanto é possível começar uma reflexão que se impõe, no que diz respeito à complexidade de todo o processo eleitoral e à abstenção verificada.

Quanto à complexidade do processo é preciso distinguir dois aspectos:

  1. a emissão de credenciais que substituíram os cadernos eleitorais por mesa;
  2. a opção de valorizar o voto por correspondência em relação ao voto presencial em urna.

Sobre as credenciais importa atender à intenção que presidiu a esta opção e às consequências que ela teve:
Assim, de acordo com a direcção, a emissão de credenciais pretendia resolver as discrepâncias que se verificavam nos cadernos eleitorais organizados por escola, uma vez que muitos professores não fazem a actualização dos seus dados e estão associados a escolas, zonas e regiões diferentes daquelas em que efectivamente leccionam neste ano lectivo.
Infelizmente, a opção pela credencial acabou por se revelar causadora de mais problemas do que facilitadora da participação dos sócios.
Na verdade verificou-se que, no voto presencial, a obrigatoriedade de apresentar a credencial, associada à ausência de um caderno eleitoral que os membros das mesas pudessem consultar, determinou a existência de 2271 votos condicionais de sócios que preferiram votar numa mesa, no dia das eleições. Esse número corresponde a 65,4% de votos condicionais em urna o que, convenhamos, não abona muito a favor do processo e de quem o concebeu.

Já no que diz respeito ao voto por correspondência, a constatação de que 360 dos 1283 votos recebidos não chegaram acompanhados pela credencial, ou qualquer documento que permita identificar o votante, levou à anulação de 28,05% desses votos. Mais uma vez as boas intenções tiveram um péssimo resultado.

Sendo, sem dúvida, necessário voltar a este tema com mais atenção e tempo de reflexão, podemos dizer que falhou clamorosamente a intenção de facilitar a participação dos sócios nas grandes decisões da vida do SPGL, através da aposta no voto por correspondência e da credenciação dos eleitores através de um documento emitido pelo sindicato, apenas para o acto eleitoral.
Ainda por cima quando os sócios que quiseram expressar o seu voto o fizeram maioritariamente em urna, num proporção avassaladora: 3472 (73,01%) contra 1283 (26,98%).

Uma nota final para a baixíssima participação dos eleitores - 4755 (30,22%) dos 15734 inscritos. São números, que a par da anomia em que se afundam os professores e as escolas, obrigam todos quantos se preocupam com a vida sindical a um questionamento sobre o fenómeno. Com a humildade de reconhecer que parte significativa desse alheamento pela vida do SPGL é responsabilidade de quem o dirige há décadas, e de nada adianta culpar apenas os professores por não quererem participar nas iniciativas e actividades do sindicato.

sábado, 2 de junho de 2012

SPGL - Eleições

Os resultados conhecidos até ao momento dão vantagem à lista apoiada pela actual direcção do sindicato.
Estão apurados 2120 votos dos 4391 chegados à Comissão Eleitoral, o que corresponde a 48,28% dos votos que deram entrada até ao dia 1 de Junho, às 10h00.
Falta ainda fazer a recolha, na estação de correios de Sete-Rios, dos envelopes que aí chegarem até segunda-feira e que, de acordo com o fluxo diário verificado, serão no máximo uns 100.
Embora pareça difícil, o número de votos condicionais que ainda falta escrutinar permite manter alguma esperança de que os resultados sejam diferentes.

Tanto nos votos enviados por correio, como nos votos depositados nas urnas, no dia 31, a lista A tem mais votos do que a B. No entanto, a diferença entre as duas listas é maior no caso do voto por correspondência, onde se alargou a distância.
Verificando-se a mesma tendência nos votos condicionais que serão apurados no dia 4 (2271 - 51,71% dos votos entrados) a actual direcção será reeleita, embora baixe a percentagem obtida há três anos. Quanto à lista B, embora não conseguindo a vitória porque se bateu, melhora os resultados de há três anos, criando condições para reforçar o trabalho nas escolas e junto dos colegas com quem nos cruzamos diariamente nas salas de professores.

Em resumo pode dizer-se que, embora o que é conhecido indicie a continuidade da actual direcção, a prudência e o exemplo de eleições passadas aconselham a que ninguém dê a vitória como segura ou a derrota como garantida. Na segunda-feira a Comissão Eleitoral deverá terminar o seu trabalho e, nessa altura, haverá tempo para dar os parabéns aos vencedores e cumprimentar os vencidos, honrando o nome do sindicato e dignificando a classe docente.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

HÁ UM CHEIRO A MUDANÇA NO AR

Mesmo a chegar ao último dia de campanha é extremamente reconfortante receber o incentivo de um sócio que resolveu responder pessoalmente ao apelo que fizemos de fazer deste tempo um
TEMPO DE LUTAR, TEMPO DE MUDAR

Foi com enorme agrado que lemos a mensagem enviada pelo sócio António Marques, que transcrevemos com um agradecimento sentido

Caros Colegas,

Eu também acho que é tempo de lutar, tempo de mudar! Por isso, desejo que o meu voto na lista B seja a minha modesta mas valiosa (= + um voto) na mudança.
Além de tudo o que eu já li nas vossas mensagens e a que  adiro firmemente, desejo também, veementemente, que nas nossas revistas sindicais - Escola/informação e FP - seja reposto o uso da língua portuguesa, como nós a  entendemos, em vez de uma língua de bárbara ortografia - que não é portuguesa nem brasileira - e que, numa expressão que eu já usei num artigo em O Correio de Pombal, também publicado no meu blogue ( Ver - tentolingua.wordpress.com ], "o Acordo Ortográfico é a Alcácer-Quibir da nossa Língua", da responsabilidade/irresponsabilidade dos sebastiões que, à força, abstrusa e absurda, nos querem impor.
Também nisso, TEMPO DE LUTAR, TEMPO DE MUDAR, TEMPO DE REVERTER!
Um abraço sindical

António Marques


sábado, 26 de maio de 2012

Está quase...

Fim-de-semana para recuperar o fôlego de mais uma semana vertiginosa.
Dezenas de escolas visitadas, centenas de contactos directos com os sócios e também com muitos colegas que, não tendo direito a escolher os destinos do SPGL, olham para a real possibilidade de mudança como um sinal de esperança num SINDICATO RENOVADO.
Tempo de pausa, descanso e lazer, mas também tempo de preparar os últimos dias de uma campanha em que mantivemos a nossa postura positiva, valorizando e destacando os aspectos distintivos do SINDICALISMO REIVINDICATIVO E COMBATIVO que defendemos.
E sempre, sempre sabendo que o combate não termina no dia 31, pois teremos pela frente a tarefa de
DEVOLVER O SPGL AOS SÓCIOS,
PROMOVENDO E APOIANDO UMA VASTA REDE DE DELEGADOS SINDICAIS,
PARA QUE O SINDICATO ESTEJA MAIS PRESENTE NAS ESCOLAS

DIA 31 VOTA BEM
VOTA B

sexta-feira, 25 de maio de 2012

ESFORÇO FINAL


Amigos e companheiros,

As eleições para o SPGL são já no dia 31. Falta um pequeno esforço para, no final, termos a alegria de alcançar o nosso objetivo.

As notícias que nos chegam indicam que, em todas as escolas em que os nossos candidatos e apoiantes estiveram presentes e puderam esclarecer os sócios, a vontade de MUDAR OS DIRIGENTES PARA MUDAR A PRÁTICA SINDICAL reformista e conciliadora se tem manifestado de uma forma inequívoca.

Como tal temos que aproveitar estes últimos dias para tentar chegar onde ainda não fomos e reforçar a mensagem onde há mais sócios e mesas de voto.

A mensagem que temos que transmitir é simples e da fácil compreensão pelos sócios. Está consubstanciada nos dois eixos da campanha que enunciámos na carta enviada aos sócios por email:
        a)      Renovar os dirigentes, através da substituição de pessoas que há longos anos se perpetuam nos cargos e, em virtude desse facto, se apresentam desgastadas, sem ideias e propondo mais do mesmo.
        b)      Devolver o SPGL aos sócios, através da recuperação e dinamização de uma vasta rede de delegados sindicais, que com a sua presença diária nas escolas garanta o contacto e a circulação de informação permanente entre os professores e os organismos de direcção do sindicato.

É também fundamental fazer algumas chamadas de atenção:
       1.       Os sócios podem votar em qualquer mesa que esteja aberta, não sendo obrigatório votar na escola em que leccionam;
       2.       Os aposentados podem também votar em qualquer mesa;
       3.       Não devem esquecer a credencial porque ela deve acompanhar o voto e, como tal, tem que ser entregue na mesa de voto;
       4.       Quem não tiver credencial, porque a perdeu ou por que não a recebeu, vota condicionalmente seguindo os procedimentos determinados;
       5.       Se alguém ainda vai votar pelo correio deve entregar o envelope ao balcão dos CTT, pedindo para ser carimbado, e não deve limitar-se a colocá-lo no marco dos correios. Só assim garante que o envelope tem um carimbo válido;
       6.       Todas as mesas precisam de ter sempre 2 elementos presentes e as actas de apuramento precisam de 3 assinaturas.

Concluindo:
Durante o tempo de campanha já decorrido conseguimos recuperar praticamente toda a diferença e vantagem que a lista A tinha sobre nós, pelo facto de estar no poder.
As informações de que dispomos indicam que estaremos já em vantagem, tanto em Setúbal, como em Santarém.
As dificuldades com que a direcção se vem confrontando, no contacto com os sócios, levaram o próprio Avelãs a ir fazer campanha para o Oeste.
Desde que consigamos equilibrar melhor as votações na região de Lisboa, a vantagem que pudermos conseguir nas outras regiões poderá garantir a vitória.
Parte da “campanha suja” que a lista A faz contra nós, como a história surgida em Setúbal a propósito de sermos uma lista de aposentados, é já fruto de alguma desorientação e desespero. Sobre isso a resposta foi dada na nossa carta aos sócios e os números são claros: temos cerca de 15% de aposentados na lista, o que corresponde à realidade social e profissional do SPGL.
Na comissão eleitoral, embora em minoria, temos conseguido diminuir substancialmente a margem de manobra para chapeladas da direcção. Não sendo impossível que surjam golpes baixos, o essencial é levarmos os sócios a votar em nós.

Abraços e bom trabalho

VIVA A LISTA B
VIVA O SPGL
DIA 31 VOTA B

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Uma Campanha Responsável, mas feita com Alegria e Entusiasmo


Hoje venho deixar algumas notas sobre os primeiros dias de campanha a todos os candidatos e apoiantes da LISTA B . Trata-se de uma campanha árdua e exigente, mas extremamente gratificante pela forma como, após a rejeição inicial, a generalidade dos colegas se despede de nós com palavras de incentivo.

Até hoje visitei escolas da Região de Santarém, desde o Cartaxo até Santarém e da Região de Lisboa nos concelhos de Amadora e Sintra.

A receção é idêntica em todo o lado. Sentimento de rejeição do sindicato e muita gente a dizer que já não é sócia. Acusações de que “vocês não fazem nada por nós”, “vocês aproveitam-se do dinheiro das quotas para a boa vida”, “vocês estão tão desligados da escola como o ministério”.
Desde "estórias" de jantares de marisco, até à transumância entre sindicato e ministério, já ouvi de tudo e tive que ouvir estoicamente acusações de coisas que nem sequer me passava pela cabeça que pudessem ter sido feitas pelos atuais dirigentes.

Felizmente, depois de conseguirmos falar e desfazer a confusão entre o "eles/vocês" e a nossa candidatura LISTA B, os colegas acabam por aceitar as nossas razões, percebem que estamos do mesmo lado nas críticas, fazem perguntas sobre os nossos projetos e, muitas vezes, prometem-nos o voto e até que vão falar com outros colegas.

A lista da direção está a mandar sms’s a apelar ao voto na lista A por correspondência. A nossa candidata no ***** recebeu um, do remetente “4010”, e há também nota de que vários sócios receberam emails (que não facultaram a nível pessoal) apelando ao voto na lista A. 

Finalmente, há nota de pelo menos cinco pessoas que ainda não receberam a carta com a credencial e os votos. Em dois casos são candidatas da nossa lista. Está a ser pedido que estes sócios dirijam um email à direção e ao presidente da MAG/Comissão Eleitoral, dando conta de que ainda não receberam o envelope, quando sabem que outros sócios já votaram pelo correio.

Ainda assim, apesar de todas estas "contrariedades", continuo convicto de que poderemos chegar à vitória porque estamos a conseguir bons avanços em relação ao nosso verdadeiro adversário - a abstenção.
Recuperando a confiança dos sócios e convencendo-os a votar, em vez de deitarem a credencial fora, estaremos no caminho do sucesso.

Abraços, falta uma semana de esforço e dedicação à causa

Francisco Santos

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Testemunho - Dilma Madeira Lopes

Colega,

Dia 31 de Maio há eleições no SPGL.
No nosso Sindicato que, nestes últimos tempos, tem sido apenas uma sombra daquela torre de força  que já foi.
Aquela torre de força que, nos anos de 70, 80 e inícios de 90, conduziu e levou a bom termo lutas gloriosas, que se 
traduziram na obtenção das tão desejadas regalias para a classe docente.

Vimos apelar ao  voto na Lista B, a Lista da Mudança, que pretende devolver a este, que já foi o grande Sindicato dos Professores, a sua força anterior, a sua capacidade reivindicativa e a sua persistência, na forma como se opunha às imposições do M.E

Anda, vem votar na Lista B e, juntos, vamos fazer, de novo, do SPGL o grande Sindicato dos Professores!


Colegas,  maltratados por um M.E. que nos tiraniza e nos rouba todas as nossas conquistas, desencantados e desiludidos com um Sindicato que é pouco operante, reivindicativo
e presente "se (como dizia Manuel da Fonseca na sua "Marcha Almadanim"), a Vida é curta e a Morte infinita despertemos e vamos, Eia! vamos fazer qualquer coisa de heróico"...!!

Vamos mudar o andamento que tem sido imprimido nestes últimos anos ao nosso Sindicato,  entre o "gravissimo" e o "adágio", e transformá-lo num andamento "allegro" e "vivace".

Para isso, dia 31 de maio, vamos todos votar Lista B para o SPGL.

domingo, 20 de maio de 2012

Testemunho


Estive como candidato nas anteriores eleições… desde as 1ªas reuniões, às reuniões da Comissão Eleitoral, à tomada de posse no 1º mandato, à 2ª eleição e agora novamente, desta vez candidato ao Conselho Fiscal, do qual farei parte a partir de dia 31, seguramente.
Isto para dizer que os valores, o projecto, as causas e a convicção com que fizemos a 1ª lista continuam válidos e a necessidade de devolver o SPGL aos professores só peca por tardia. Vamos arregaçar as mangas e mostrar que vale a pena acreditar num SPGL renovado e enérgico, numa altura em que as ameaças são mais que muitas e vão muito para além da Troika.
Por isso, aqui estou … aqui estamos… para devolver o SPGL aos Professores.
Ricardo Miguel
Candidato a Presidente do Conselho Fiscal

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Tempo de Lutar, Tempo de Mudar

Os Professores Unidos vão a votos para a direcção do SPGL, no dia 31 de Maio como Lista B.

A nossa proposta de MUDANÇA, assenta em dois eixos fundamentais:

  • o 1º é uma renovação dos dirigentes, apresentando na nossa lista uma elevada percentagem de professores jovens e, sobretudo, que nunca exerceram cargos dirigentes no SPGL, ou que há muitos anos estão afastados dessas funções, tendo estado nas escolas, em contacto directo com os problemas dos professores e da Escola Pública;
  • o 2º é o desejo de um regresso às origens do SPGL, em que a força do sindicato tinha por base a presença, a valorização e a ligação dos delegados sindicais aos colegas e à escola.

O programa com nos apresentamos aos sócios é o seguinte:

Lista B - Professores Unidos