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sexta-feira, 31 de julho de 2009

O ESTRANHO CASO DA MULTIPLICAÇÃO DOS SÓCIOS DO SPGL

Nas eleições do SPGL, recentemente realizadas (19 de Maio de 2009), o número de sócios constante dos cadernos eleitorais era de 17 621, número referente aos sócios na plena posse dos seus direitos estatutários (capítulo III dos Estatutos do SPGL). Este número consta igualmente do "Escola Informação" nº 230 (Maio/Junho 2009), págs. 6 e 8.

No Relatório Anual de Actividades do SPGL de 2008/2009, datado de 7 de Julho de 2009, consta um outro número de sócios relativo ao mês de Junho de 2009, ou seja, são indicados 19 382 sócios.

Esta discrepância de 1 761 sócios, em pouco mais de um mês, foi assinalada na reunião do Conselho Geral de 13 de Julho pelos membros eleitos pela Lista B, sendo apresentada pela Direcção a explicação de que tal divergência se deve à diferença de critérios usados para a contagem.

Ora, de acordo com os Estatutos do SPGL, os critérios para ser sócio do SPGL e manter essa qualidade estão claramente definidos nos artigos 8º e 12º (Cap. III), não havendo lugar a outras interpretações.

Na mesma reunião do Conselho Geral, o representante da Direcção confirmou que o número de 21 297 sócios, constante dos cadernos eleitorais em Junho de 2006, não estava correcto e que o número (22 328) que serviu para calcular o número de delegados do SPGL ao 9º Congresso da FENPROF, em Abril de 2007 também não estava correcto.

Se a Direcção reconhece a incorrecção dos números apresentados em Junho de 2006 e Abril de 2007, porquê agora e outra vez a apresentação de números artificialmente empolados, fora dos critérios estatutários?

As explicações são, aparentemente, duas e muito simples:

1. A Direcção do SPGL procura mascarar a perda real do número de associados que se tem verificado nos últimos anos (de 2006 a 2009 o SPGL perdeu 3 676 sócios);

2. A Direcção do SPGL está já a "preparar" a sua participação no próximo Congresso da FENPROF (Abril ou Maio de 2010), aumentando artificialmente o número de sócios para ter direito a mais delegados.

Os "Professores Unidos" (candidatos e apoiantes da Lista B nas últimas eleições) alertam todos os sócios do SPGL para a operação em curso de "enchimento" do número de associados do seu sindicato ao ritmo de mais de 50 novos sócios por dia e exigem explicações da Direcção, no respeito pelos Estatutos, pela democracia e transparência da vida sindical.

domingo, 19 de abril de 2009

8 (Março) + 8 (Novembro) = 16 (Maio)

Os candidatos e apoiantes da Lista B participam empenhadamente na semana de consulta aos professores (20 a 24 de Abril) para debater com todos os colegas as questões que mais os preocupam: avaliação, gestão, concursos, horários, entre outras, e quais as respostas sindicais de acção e luta mais adequadas.

Os candidatos e apoiantes da Lista B participam no debate conscientes da necessidade de unir esforços de todos os professores e educadores para continuar a luta e com a convicção de que só uma acção sindical firme, determinada e consequente pode fazer recuar o ME e o governo nos seus propósitos.

Assim, no plano imediato, os candidatos e apoiantes da Lista B defendem a realização de uma manifestação nacional de professores e concordam com a data de 16 de Maio, proposta pela FENPROF, no âmbito da Plataforma Sindical.

Vamos fazer do 16 Maio uma grande jornada de luta
em defesa da Escola Pública e da dignificação e da valorização da profissão docente.

terça-feira, 7 de abril de 2009

COMUNICADO

A Comissão Coordenadora da Lista B tomou conhecimento que um seu candidato aceitou fazer parte da comissão administrativa nomeada pela DREL para o Agrupamento de Escolas de Santo Onofre. Perante esta situação, procedemos, de imediato, à sua substituição, nos termos previstos nos Estatutos do SPGL.

Reiteramos a solidariedade manifestada desde a primeira hora ( http://professores-unidos.blogspot.com/2009/03/solidariedade-com-luta-dos-professores.html ) aos colegas de Santo Onofre e o compromisso de defender por todos os meios ao nosso alcance um modelo de gestão democrática para as escolas.
A Comissão Coordenadora da Lista B

domingo, 18 de janeiro de 2009

Greve - 19 de Janeiro


A luta dos professores tem tido um crescimento nunca antes visto. Por todo o país nas escolas e na rua os professores têm mostrado a sua firmeza e as suas justas reivindicações. O Governo tem respondido com arrogância e prepotência, tentando impôr um modelo de avaliação gravoso para os docentes e inexequível.
As nossas posições nas escolas têm deixado claro que queremos ser avaliados, mas de acordo com um modelo que valorize a carreira docente e não segundo um modelo que afunda os professores em trabalho burocrático que lança o caos nas escolas e cria divisões artificiais na carreira, dificultando o acesso ao topo por razões economicistas.
Segunda-feira estaremos em Greve. Até lá devemos ainda mobilizar os colegas para esta luta que é de todos, cada um de nós deverá assumir a responsabilidade de mostrar ao ME que estamos unidos, que não cedemos a chantagens ou pressões.
Exigimos a suspensão do actual modelo de avaliação e uma revisão positiva do ECD.
Segunda-feira estaremos em Greve! Seremos muitos, muitos mil!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

UMA SÓ SOLUÇÃO: SUSPENDER A AVALIAÇÃO


O modelo simplificado de avaliação, hoje anunciado, é uma completa mistificação e uma subversão do que deve ser um modelo justo e formativo. A simplificação que a ministra anunciou, em nada altera a natureza do modelo, economicista e punitivo nos seus objectivos. A ministra e o governo pretendem dar a ideia de que estão dispostos ao diálogo, mas não abdicam do essencial: a divisão da carreira e as quotas para a progressão. O modelo simplex que agora propõem é muito pior, em todos os aspectos do que o modelo que estava em vigor antes do Estatuto da Carreira Docente imposto pelo ME, apesar das imperfeições que os próprios professores lhe apontavam.
Os professores e educadores não estão disponíveis para colaborar nesta farsa de avaliação. Exigem ser avaliados de uma forma séria e justa que contribua para a melhoria do seu desempenho profissional.
A Plataforma Sindical tem um mandato muito claro, dado com a aprovação da Resolução na manifestação de 8 de Novembro. Não é aceitável qualquer simplificação do modelo do ME e só aceitam negociar depois da sua suspensão.
Hoje, passaram a ser mais as razões para prosseguir a luta. A melhor resposta dos professores a mais esta afronta é uma fortíssima adesão nas concentrações regionais da próxima semana e na greve de 3 de Dezembro que pode dar um decisivo empurrão para a queda da ministra, do modelo, ou dos dois, de preferência.